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A primeira apresentação da África nas Escolas - Ceilândia
A primeira apresentação da África nas Escolas - Ceilândia

GRUPO DE APRESENTAÇÃO CULTURAL E CIENTÍFICA SOBRE A ÁFRICA NAS ESCOLAS PÚBLICAS DO DISTRITO FEDERAL E ENTORNO


 

Com base na Lei 10.639/2003 que torna obrigatório o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira em todas as escolas brasileiras, públicas e particulares, do ensino fundamental até o ensino médio. Além disso, essa lei inclui o Dia da Consciência Negra no calendário escolar.

Infelizmente, como é do conhecimento geral, a lei ainda não está sendo cumprida na maior parte das escolas, pelo fato de ser notória a falta de livros didáticos e de investimento na formação dos professores.

Embora tenha havido cursos e especializações sobre história da África e cultura afro-brasileira, mas muito pouco pela demanda de professores que necessitam de capacitação.

Atendendo a tal fato, proposta desta aula, é de discutir no primeiro momento a construção da imagem de África pelos meios de comunicação, relacionando essa mesma África, estereotipada muitas vezes associadas a África - a fome, os conflitos, a pobreza, escravidão, as doenças como a SIDA e a malária, o continente é dos mais naturalmente ricos e belos no planeta.

 

OBJETIVO GERAL

 Desconstruir os mitos apresentados sobre a África na grande mídia, através de imagens e relatos de estudantes africanos. Constatar a atual realidade africana.

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 Situar a África como um continente dividido em países com línguas e culturas diversas, assim como são: a Europa, a América e a Ásia. Este é um dos primeiros passos para desmontar a visão de que todos são iguais e, portanto se precisa ser específico em relação aos africanos.

Apreciar e reconhecer o poder dos africanos, pela presença que se traduz em força, ousadia, astúcia, sabedoria, engenhosidade, criatividade, autenticidade e inteligência na formação do povo brasileiro;

Fazer de conhecimento do público estudantil o poder da oralidade na cultura africana e o reflexo dela no cotidiano brasileiro, por vezes se confundindo sem saber o que é africano ou o que é brasileiro.

 

 

  LISTA DAS PROXÍMAS APRESENTAÇÕES
ESCOLA DE GAMA
 DATA: 16/10/2012                                                   
MANHÃ
Lusibetty Euzébio Trigueiro de São Tome e Príncipe                                                                                                          
Martin Fonkoua de Camarões
TARDE
Virginia Kagure Wachira de Quênia
Gilberto Song de Camarões
                                                                          ESCOLA DE SETOR LESTE
DATA: 18/10/2012

MANHÃ

 Carlos Simba de Angola
  Hernany dos Reis de Cabo Verde         
TARDE
Rino Ademar Pereira da Guiné-Bissau
Jonathan Fumupamba Sasakanda e Gislene de Cogo
 

Música, dança folclórica, documentário, comidas típicas e moda são as atrações da África brasileira, evento que celebra a diversidade cultural, o colorido e a alegria deixados em nosso país pelos africanos, que acontece no Museu Nacional da República, na noite de 5 de Outubro (sexta-feira), sob a coordenação de Antonio Carlos Maranhão.
Realizado pela Casa da Cultura da América Latina e Decanato de Extensão da UnB, em parceria com o Museu Nacional, o Projeto Sarau tem o objetivo de promover a integração das artes dando prioridade aos trabalhos produzidos pelos artistas do Distrito Federal. O evento, que possui temáticas diversificadas, já levou aos dois auditórios do museu uma média de 1.000 espectadores, desde seu lançamento em abril de 2011.
Desta vez, o público vai contar, na área externa, com a barraquinha de acarajé de Ana Akini e exposição de doces, vinhos, quadros e artesanato produzidos pela comunidade do Quilombo Mesquita, povoado localizado a 8km de Cidade Ocidental, onde 300 famílias remanescentes dos quilombolas cultivam marmelo, goiaba, laranja, cana de açúcar e mandioca; mantêm uma pequena indústria artesanal de marmelada e goiabada e produzem caixinhas, biscoitos e tapetes, que são comercializados em feiras da região.
Outra atração que vem do Mesquita é o grupo de Catira (ou cateretê) dança do folclore brasileiro cujo ritmo musical é marcado pela batida dos pés e mãos dos dançarinos. Com influências indígenas, africanas e europeias, tem coreografia executada na maioria das vezes por homens e pode ser formada por seis a dez componentes e mais uma dupla de violeiros, que tocam e cantam a moda. Típica do interior do Brasil, é executada, principalmente, no norte do Paraná, Mato Grosso, Minas Gerais, Goiás, interior de São Paulo e Mato Grosso do Sul.


Integrantes da União dos Estudantes Africanos de Brasília vão apresentar duas danças tradicionais: a puíta, de São Tomé e Príncipe e a Funana, de Cabo Verde. O coreógrafo e bailarino, Júlio César Pereira, da Companhia Experimental de Dança Negra Contemporânea Mário Gusmão, exibirá um recorte do espetáculo Bata-Kotô, que fala do massacre de quatro estudantes no bairro de Soweto, na África do Sul, em 16 de junho de 1976.


No auditório será exibido o vídeo-instalação Liga da língua (2003, 19 minutos), de Renato Barbieri e Fabiano Maciel, que mostra o poder da linguagem como forma de preservar a identidade cultural de uma nação. O trabalho apresenta oito países (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé/Príncipe e Timor Leste) localizados em quatro continentes falando, cantando e refletindo o que têm em comum: a língua portuguesa.


A cantora brasiliense, Cris Pereira, ex-integrante do grupo Batucada de Bamba, fecha a noite com sua voz temperada de suavidade e um repertório musical com raízes fincadas no samba. Um desfile de Capulanas, espécie de saia usada pelas mulheres em países africanos de origem portuguesa, mas, que pode ser utilizada para cobrir o tronco e a cabeça, produzidos por Santinha Moda Afros, com apoio das Embaixadas de Angola e Moçambique, completa o evento.

 

Projeto: Sarau África brasileira
Dia: 5 de outubro de 2012 (sexta-feira)
Local: Auditório 1, do Museu Nacional da República (Esplanada dos Ministérios